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terça-feira, 19 de abril de 2011

Energia ruim breca investimento industrial no Piauí, diz empresário

O Piauí terá muitas dificuldades para atrair indústrias se não resolver o problema da energia. A afirmação é do vice-presidente da Federação das Indústrias do Estado do Piauí (Fiepi), Joaquim Costa Filho. Ele revelou que a instalação da Suzano só será possível porque a indústria vai gerar a energia que vai consumir e a ZPE de Parnaíba está contando com a energia eólica para se viabilizar.
De acordo com ele, que já foi secretário de Indústria e Comércio do estado e de Desenvolvimento Econômico do município, tão preocupante quanto a falta de energia é a péssima qualidade da que está sendo ofertada no momento: “A oscilação da energia é fatal. Nenhuma grande indústria pode conviver com isso. As hiper máquinas das grandes indústrias, alem de consumirem muita energia, levam muito tempo para religar, o que compromete a competitividade”, explicou.
Joaquim Costa Filho disse que as leis de incentivos fiscais são necessárias para a atração de indústrias, mas sem energia, não há incentivo que resolva o problema: “Estão nos condenando ao subdesenvolvimento. Sem o trinômio educação, energia e infraestrutura não tem como desenvolver nada. A boa educação qualifica os trabalhadores; a energia possibilita a produção competitiva; e a infraestrutura, especialmente de transportes -estradas, ferrovias, portos e aeroportos – possibilita o escoamento da produção sem perda dessa competitivida”.

Ele disse que em várias oportunidades já ouviu de grandes empresários de outros estados que até tinham vontade de instalarem empresas no Piauí, mas o Piauí não oferecia as condições necessárias. Para ele, “ninguém vem investir aqui somente pelo calor humano de nossa gente. É preciso algo mais. Tem que haver decisão política para oferecer o que for preciso, como fazem alguns estados”, finalizou.

Portal Difusora.com

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